• Jornalista paga do próprio bolso e segue a Argentina no Mundial de basquete
  • Iniciado por G
0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.
  • Guilherme


Na terça-feira, após a vitória sobre a Sérvia, pelas quartas de final da Copa do Mundo, o técnico da Argentina, Sérgio Hernandéz, falou sobre a existência da "cultura de basquete" em seu país. E nada explica melhor as palavras do comandante do que o exemplo dos jornalistas hermanos na China. Ao todo, 33 profissionais da imprensa seguem a equipe no torneio. E muitos deles por conta própria, trabalhando e tirando do próprio bolso passagens, hospedagem e alimentação para manter o país informado do outro lado do mundo. É o caso de Hernan Jorge Ouro, colaborador da "Somos Rádio" e do programa "Reloj de 24".

Com todos os custos, inclusive de visto para embarcar para a China, Hernan desembolsou quase US$ 4 mil dólares, cerca de R$ 16 mil na cotação atual. A grana é alta, mas a paixão é do tamanho da satisfação por ver de perto o que estão fazendo Facundo Campazzo, Nicolás Laprovittola, Deck, Delía, Garino, Caffaro e principalmente a lenda do basquete argentino, Luis Scola, de 39 anos e o único remanescente do time campeão olímpico em Atenas 2004.

- Antes de tudo, sou um apaixonado pelo basquete. Junto com sete amigos jornalistas, fazemos há alguns anos um programa de rádio semanal e na web. Cada um tem o seu trabalho, de onde tira o seu salário. O programa, nós fazemos por paixão e pelo amor que temos por esse esporte. Comecei a me planejar para o Mundial quando a Argentina se classificou, em novembro do ano passado. Vi passagem, depois hotel, visto. E finalizei a logística - disse Hernan.

Os argentinos, é claro, festejaram antes a classificação olímpica, quando a Argentina avançou às quartas de final e o Brasil foi eliminado na segunda fase da Copa do Mundo. Para Hernan, o Brasil tem jogadores de qualidade, uma liga forte, e é difícil entender a dificuldade em encontrar uma nova geração que possa substituir caras como Leandrinho, Alex, Varejão, Huertas e Marquinhos.

- Com o Scola na equipe, os jogadores o seguem e aprendem com a sua sabedoria. Ele é um perfeccionista. Vive os corrigindo e aconselhando. Fez com que eles mudassem a maneira de treinar, de pensar, e os fez assumir um compromisso que se nota no estilo de jogo. O Brasil tem grandes jogadores também. É difícil entender essa dificuldade do país - citou o jornalista.

Os jornalistas argentinos, inclusive, mostram confiança com o trabalho de Sérgio Hernandez e acham ser possível vencer a França para avançar à final da Copa do Mundo e seguir na luta por um título que não vem desde 1950, quando a Argentina sediou o primeiro Mundial e foi campeã. De lá para cá, apenas um segundo lugar em 2002, perdendo para a Iugoslávia a decisão.

- Jogando como está, a Argentina pode ganhar de qualquer um neste Mundial. Não será nada fácil. Mas esses jovens possuem muita entrega e generosidade entre eles. Isso faz deles mais fortes.

A Argentina encara a França nesta sexta-feira, às 9h, tentando uma vaga na final da Copa do Mundo da China. Do outro lado, Espanha x Austrália, às 5h. O SporTV 2 transmite os jogos ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real o jogo dos hermanos.

https://globoesporte.globo.com/basquete/noticia/jornalista-paga-do-proprio-bolso-e-segue-a-argentina-no-mundial-de-basquete-da-china-apaixonado.ghtml